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A chave de tudo: Insulina

Publicado em 09/07/2017 às 20h33

A insulina é conhecida por todos no controle da glicose ("açúcar no sangue"). De fato, a regulação da glicose sanguínea é a tarefa primordial da insulina, e não é para menos: uma glicose muito baixa o deixará em coma, e uma glicose muito alta também!

Embora a insulina tenha muitas outras funções, é evidente que, do ponto de vista evolutivo, ser capaz de reduzir rapidamente níveis perigosos e tóxicos de glicose é mais importante para manter o animal vivo do que qualquer outra função. E daí que derivam nossos problemas. Sendo a regulação da glicose sua função principal, o maior estímulo para a produção de insulina é o aumento da glicose no sangue.

As principais funções da insulina são:

- reduzir o açúcar no sangue, fazendo com que os tecidos transportem a glicose para dentro das células;
- estocar a gordura nas células adiposas, estimulando a síntese de triglicerídeos;
- estocar a gordura nas células adiposas estimulando a sua remoção da corrente sanguínea (estimulando enzima LPL dos adipócito);
- manter a gordura dentro das células adiposas, impedindo a enzima que degrada os triglicerídeos (através da enzima HSL) de funcionar;
- estimular a transformação de glicose em gordura no fígado, aumentando os triglicerídeos no sangue e seu estoque nas células adiposas;
- estimular a síntese de colesterol no fígado (através da enzima HMG-CoA sintase);
- estimular a síntese de glicogênio (a forma como os animais estocam glicose);
- estimular o uso da glicose pelas células (estimulando a glicólise por exemplo);
- inibir a enzima LPL nos músculos, forçando o uso da glicose como combustível ao invés da gordura;
- reter sódio e água nos rins.

E resumo, as ações da insulina alteram o equilíbrio do tecido adiposo no sentido do acúmulo de gordura, além de outros efeitos relacionados à "síndrome metabólica" (colesterol, triglicerídeos, hipertensão, diabetes, obesidade, etc - escreverei sobre isso futuramente).
Existem outros hormônios que atuam sobre os adipócitos, mas na vigência insulina elevada, seus efeitos são suprimidos.

Assim, para todos os efeitos práticos, regular o tecido adiposo significa regular os níveis de insulina.

 

Fonte: Dr. Souto

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Gratidão

Publicado em 09/07/2017 às 17h50

 Às vezes, algumas pessoas só estão dispostas a se amar quando mais magras. Claro que emagrecer sempre estará na lista de desejos. A sensação de felicidade sempre está condicionada a alguma mudança no estilo de vida ou em uma conquista.

Mas você sabia que podemos fazer uma lista tão importante quanto a dos nossos sonhos? É a lista da gratidão.
Quando ativamos no cérebro a área relacionada à gratidão, acionamos o sistema de recompensa, que é responsável pela sensação de bem estar. Muitas coisas na sua vida merecem o devido reconhecimento. E quando somos gratos por isso, estimula a liberação da dopamina, que proporciona bem estar e satisfação.

Quando deixamos de aceitar nossa vida do jeito que ela é, bem como a grandiosidade existente por trás de cada situação criada, estamos rejeitando nossa essência, de onde viemos e para onde vamos.

Por isso, pessoas gratas possuem níveis elevados de emoções positivas, sensação de satisfação com a vida, vitalidade e otimismo. Vamos exercitar a nossa reflexão e a gratidão, desde as pequenas conquistas até os desafios mais duros.

Ser grato é uma escolha, independente do que você esteja vivendo. Exercitar a gratidão dissolve angústias, medos e sentimentos de raiva. E ainda facilita e estimula a sua caminhada e a conquista de novos desafios

 

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Compulsão alimentar x Obesidade

Publicado em 09/07/2017 às 17h04

Com frequência, assaltos a geladeiras derrubam obesos bem intencionados em plena luta contra a balança.

Desanimadores, esses ataques seguem até uma espécie de padrão: a pessoa acorda decidida a manter ou a começar a dieta. No início, dá tudo certo. De repente, sucumbe à vontade incontrolável de comer. Geralmente às escondidas, devora bombons, tortas, biscoitos, etc. Aí, vêm os efeitos dessa síndrome: empachamento do estômago e, pior, frustração, vergonha e culpa. A autoestima desce ladeira abaixo, com carimbos de autocondenação do tipo “não tenho jeito”, “não tenho força de vontade”, “sou sem-vergonha, mesmo”.

Antes que alguns gordinhos se incluam nesse diagnóstico, que fique claro: beliscar o dia inteiro ou exagerar em todas as refeições não é transtorno de compulsão alimentar. Também não sofre do transtorno quem, de tempo em tempo, tem um ataque de comilança. Isso pode ocorrer com qualquer pessoa em momentos de tristeza ou estresse intensos.

É doença quando as investidas se tornam frequentes: no mínimo, dois episódios de compulsão alimentar por semana, durante seis meses consecutivos. Em outras palavras: a pessoa quer evitar, mas não consegue controlar.

Do ponto de vista psicológico, já se detectaram vários fatores associados: ansiedade, estresse, depressão, raiva, tédio, frustração, solidão, podem desencadear esses ataques. Eles acometem fundamentalmente pessoas que já passaram por vários períodos de privação/fome devido a dietas. Existem também prováveis causas ligadas ao funcionamento do sistema nervoso central (cérebro).

Conscientizar-se da dificuldade é o primeiro passo para o sucesso do tratamento da obesidade. A psicoterapia cognitiva comportamental ajuda a identificar o que causa a compulsão alimentar e oferece um conjunto de técnicas para controlá-la. O tratamento funciona principalmente para obesos não acomodados com o problema e convencidos de que vale a pena mudar.

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A coerência emocional na alimentação

Publicado em 09/07/2017 às 16h54

 A comida tem múltiplas funções na nossa vida. Muitas pessoas ainda acreditam que comida é só prazer ou que se deve alimentar a ‘fome física’. A crise já começa aqui, pois gera um conflito interno, diminuindo a autoestima: ‘ eu sou fraco, não tenho força de vontade nem determinação’. Ora, não é à toa que tudo o que comemos tem reação imediata no cérebro. Às vezes, sensação de prazer. Outras vezes, para acalmar. Outras para recarregar as energias depois de um estressante dia. Comida é remédio, mas sequer sabem diferenciar as necessidades de cada momento.

Como muitas vezes, a orientação externa é para que se desvincule comida das emoções, as pessoas acabam se cobrando cada vez mais por não conseguirem ceder e alimentar apenas o corpo. 

Faça um simples teste: nos dias calmos e tranquilos ou nos dias estressantes e caóticos, faz sentido tomar o mesmo tipo de ‘remédio’? ou seja, para cada emoção, cada fase da vida, um tipo de alimentação é fundamental, liberando determinadas substâncias no cérebro.

Vemos que é mais valorizado estar em boa forma do que reconhecer as próprias emoções. É como se estar dentro dos padrões de peso pudesse esconder melhor toda a confusão que acontece ali dentro do coração ou da cabecinha, fazendo de conta que a vida não tem altos e baixos, não tem desafios nem superação.

Afinal, o que importa pra você? Quais são as suas necessidades? Você já parou pra pensar há quanto tempo tenta emagrecer, acreditando que o peso é apenas a diferença entre o valor calórico consumido e gasto?

Ainda não temos ‘aula de emoções’ entre as disciplinas na nossa formação como pessoa. Mas cabe a você sentir essa necessidade de entender quais são seus medos, frustrações, ansiedades. Saber quais são seus valores e quanto tem fugido da sua essência pra simplesmente agradar aos outros ou pertencer.

Sentimentos são variações de reações diante dos diferentes momentos da nossa vida. São termômetros para saber onde dói ou onde acaricia a alma. Somos integrados. Somos corpo, coração, mente e espírito. Não os ignore! 

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