Alergia e intolerância alimentar são sintomas de doenças mais graves E-mail
Qui, 07 de Agosto de 2008 10:17

Muitos problemas de saúde podem ter origem assim. É preciso observar a alimentação e, às vezes, o simples contato com alguns objetos específicos.

Muitas vezes acordamos com inchaço nas pernas, nos pés e até mesmo na face que aparece do nada. Ao subirmos na balança, um choque: dois quilos a mais da noite para o dia. Por que será? Acontece porque muitos problemas de saúde podem ter origem na alergia ou na intolerância aos alimentos.

São situações distintas, embora, às vezes, seus sintomas coincidam. Os sintomas de intolerância não acontecem de forma imediata nem são fortes como num quadro alérgico, como por exemplo, na alergia ao camarão: se associado à pessoa sentir falta de ar, ela deve ser levada ao hospital imediatamente, pois corre risco de morte.

Na intolerância é diferente. O quadro é insidioso e pode levar desde alguns minutos até dias para aparecer, o que dificilmente desconfia-se da associação causa-efeito. Teoricamente pode-se desenvolver intolerância a qualquer alimento, principalmente quando se consume algum tipo em grandes quantidades, ao longo de muitos anos e, às vezes, por toda a vida.

Já a alergia é uma doença que afeta um grande número de pessoas em todo o mundo. Ela não tem cura, mas conhecendo suas formas mais comuns e seus agentes causadores, você poderá mantê-la sempre sob controle.

Por serem comuns, muitas vezes não prestamos atenção no que pode ser um sintoma de alergia ou surgimento de um processo alérgico. Essa possibilidade aumenta nos grandes centros por causa da poeira e da poluição que circulam sem encontrar muita resistência. Mas as alergias têm outras fontes, como alimentação, o ar e, às vezes, o simples contato com alguns objetos específicos.

Fatores envolvidos

A predisposição genética, a potência antigênica de alguns alimentos e algumas alterações em nível intestinal têm papel importante. Existem mecanismos de defesa principalmente em nível de trato gastrintestinal que impedem a penetração do alérgeno alimentar e conseqüente sensibilização.

Sintomas

Embora seja comum passarem despercebidos e por serem automáticos ou por estarmos muito acostumados com eles, alguns destes sintomas podem indicar algum tipo de alergia ou intolerância:

1) Espirro, entupimento nasal, coriza, rinite ou sinusite;
2) Corrimento vaginal e candidíase repetitiva;
3) Coceira generalizada e acne persistente;
4) Cansaço e sono após comer e ao longo do dia;
5) Dificuldade para emagrecer (freqüente na obesidade e o tratamento facilita a perda de peso);
6) Inchaço relacionado ou não ao período menstrual;
7) Intestino preso ou solto com as fezes amolecidas e com restos de alimentos;
8) Dor abdominal sem fundamento, gases e sensação de estômago cheio;
9) Dor de cabeça ou enxaquecas freqüente;
10) Ansiedade, depressão e hiperatividade (comum em crianças);
11) Dores musculares e articulares, como a fibromialgia.

Alimentos mais alergênicos

Qualquer alimento pode desencadear alergia, no entanto, os mais comuns são o leite de vaca, ovo, soja, trigo, glúten (doença celíaca), peixes e frutos do mar. O amendoim, os crustáceos, o leite de vaca e as nozes são os alimentos mais envolvidos em reações severas.

Alergia e intolerância ocorrem com mais freqüência em crianças que têm o leite de vaca e o ovo como os alimentos mais comuns. O cacau do chocolate raramente é a causa da alergia, esta quase sempre associada ao leite. Nos adultos, o alimento mais comum é o camarão.

Diagnóstico

Para o médico diagnosticar corretamente o problema, ele depende da colaboração da pessoa na informação detalhada dos alimentos comumente ingeridos associado ao exame físico, podendo até ser complementado pelo teste alérgico cutâneo.

Atualmente existem exames mais modernos, por meio do que é feita a coleta de material no próprio consultório médico, este é enviado aos Estados Unidos e, dentre 15 a 20 dias, conhece-se o resultado.

Tratamento

Não existe um medicamento específico para prevenir alergias e intolerâncias alimentares. Quando diagnosticadas, são utilizados medicamentos específicos apenas ao tratamento da crise ou dos sintomas e é fundamental evitar novos contatos com o alimento desencadeante.

Prevenção


A melhor prevenção é o estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida; a introdução dos alimentos sólidos após o sexto mês; o leite de vaca após 1 ano de idade; ovos aos 2 anos de idade; amendoim, nozes e peixes somente após os 3 anos de idade.

E o alimento desencadeador?

A maioria das crianças (entre os 3 e 5 anos de idade) perde a sensibilidade à maioria dos alimentos (ovos, leite de vaca, trigo e soja) que lhes provoca alergia. A sensibilidade ao amendoim, às nozes, aos peixes e ao camarão raramente desaparece.

Em alguns casos, principalmente nas crianças, a exclusão rigorosa do alimento pode promover a diminuição das reações. O alimento deve permanecer suspenso por aproximadamente seis meses. Após este tempo, o médico poderá recomendar a reintrodução do alimento e observar os sintomas. Se a pessoa permanecer sem sintomas e conseguir ingerir o alimento, o mesmo poderá ser liberado. Caso ocorra qualquer sintoma, a dieta de eliminação deve ser mantida.

Agora deu para ter uma noção que alergia e intolerância não está somente atribuída a perfumes, produtos químicos, certos materiais, ao pó e ao pólen. Aos alimentos é muito mais comum do que se imagina.
Procure observar quais alimentos você ingere e sente alguns dos sintomas mencionados. Por exclusão, você mesmo pode prevenir uma intolerância alimentar e os inchaços desagradáveis. O caminho para ser feliz e viver bem sem elas se resume principalmente ao autoconhecimento e à exclusão dos alérgenos.

 

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